Mas você se fecha muito facilmente, está se fechando agora. Me impedindo de lê-lo. De vê-lo. Está fazendo se formar uma parede invisível, que só você é capaz de remover. E está se deixando levar pela doce ilusão de que eu não existo mais no seu mundo. Essa parede é o seu escudo contra mim, não sei bem se era o que você queria, mas se era, garanto que conseguiu.
Em mim, ela devia ter o efeito de fazer com que eu não visse, não o sentisse, mas acho que está com sérios defeitos, pois ela me atrai mais e mais. Tento me afastar, mas não consigo e, a cada vez que tento me aproximar, ela me causa náuseas, me faz perder completamente o sentido, me leva para um realidade impossível, para um súbito de silêncio e solidão, um lugar que não existe sem você.
Num lugar de súbito silêncio e solidão, eu não consigo ver você. Eu não consigo me ver. Mas eu te sinto, perto, longe, ondulando, se aproximando, afastando. Pare. Pare de brincar, você não imagina o quanto isso machuca, o quão melhor seria se simplesmente se afastasse sem deixar rastros.
Estão acaba. A ilusão some como um simples sonho, não há o que justificar, ela apenas vem e vai quando decide isso. Vamos acabar com isso. Não dá para continuar assim. Vá embora ou eu irei.
Agora é minha vez.
Tente você, criar um escudo contra o que não te faz bem. Sabe que arma usar para isso? Pense um pouco. Acha mesmo que ficar rebatendo respostas é a melhor alternativa?
A indiferença é a melhor resposta!