Fico imaginando-te.
Puxando-me pelo braço.
Suas mãos nas minhas, sentindo-as em mim.
Seu olhar no meu, a escuridão... o clarão.
Seus lábios tocando nos meus com suavidade.
Sua mão em minha nuca,
seu corpo cada vez mais próximo ao meu...
Agora, imagino-me. Sentada, distante.
Olhando-te, observando-lhe os movimentos cuidadosos.
Suas mãos tremulas, talvez com medo de se aproximar.
Receio. Receio. Receio.
Não tenha medo.
Agora. Tudo está errado.
Nada mais está como conhecíamos.
Tudo o que estávamos acostumados, desapareceu.
É como se a gravidade estivesse nos abandonando.
E tudo voltará a seu contexto, com...
Com uma união. Aquela união.
União. União. União.
Mas não podemos.
Essa união, que estão nos cobrando.
Cobrança que acabará com nós.
E vale a pena nos sacrificar?
Para onde iremos, após isso?
O que faremos?
Sim.
Tudo está errado.
Tudo está fora do contexto.
Devemos nos sacrificar?
O que faremos?