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terça-feira, abril 19, 2011

o que faremos?

Fico imaginando-te. 
Puxando-me pelo braço. 
Suas mãos nas minhas, sentindo-as em mim. 
Seu olhar no meu, a escuridão... o clarão. 
Seus lábios tocando nos meus com suavidade. 
Sua mão em minha nuca, 
seu corpo cada vez mais próximo ao meu...

Agora, imagino-me. Sentada, distante.
Olhando-te, observando-lhe os movimentos cuidadosos.
 Suas mãos tremulas, talvez com medo de se aproximar.
Receio. Receio. Receio.
Não tenha medo.

Agora. Tudo está errado. 
Nada mais está como conhecíamos.
Tudo o que estávamos acostumados, desapareceu.
É como se a gravidade estivesse nos abandonando.
E tudo voltará a seu contexto, com...
Com uma união. Aquela união.
União. União. União.

Mas não podemos. 
Essa união, que estão nos cobrando.
Cobrança que acabará com nós.
E vale a pena nos sacrificar?
Para onde iremos, após isso?
O que faremos?

Sim. 
Tudo está errado.
Tudo está fora do contexto.
Devemos nos sacrificar?
O que faremos?